quarta-feira, 9 de março de 2011

MULHERES DEFICIENTES SEM LIMITES PARA O AMOR



Muita gente pensa que a deficiência impede o relacionamento amoroso e sexual, mas isso não é verdade. Derrubando mitos e preconceitos, é a cada dia maior o numero de mulheres deficientes que estão saindo vitoriosas de uma luta comovente e garatindo seu direito não só de amar, mas de casar e ter filhos.

Reportagem de Ana Maria Morales Crespo, jornalista, portadora de deficiência física, presidente do Centro de Vida Independente Araci Nallin.

"As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental" disse um dia Vinícius de Moraes, resumindo e definindo as aspirações da maioria dos homens em relação às mulheres. Felizmente, para as não tão bonitas nem tão perfeitas a beleza é um conceito relativo. Tudo depende de comparado com o que. Mas o que acontece quando a distância entre o padrão de beleza adotado e a mulher a ser comparada é muito maior do que determinam alguns quilos a mais, o tamanho dos seios, a perfeição do corpo ou os traços do rosto?

"Muitas pessoas pensam que o preconceito é coisa da nossa cabeça", diz Célia, 26 anos, estudante de biblioteconomia, portadora de seqüelas de poliomielite e que por isso usa aparelho ortopédico e bengalas. "Mas eu garanto que não é. Por exemplo, se estou sentada, não dá para perceber que sou deficiente. Perdi a conta de vezes em que rapazes me paqueraram em barzinhos. Só que, na hora em que eu me levantava, o interesse deles ia para o espaço. Só uma vez foi diferente Quando peguei minhas bengalas o rapaz disse: 'Continua linda!' A gente ficou juntos por dois anos".

As experiências negativas de Célia são compartilhadas por outras mulheres deficientes. "É difícil a visão de um corpo que mostra a possibilidade de nossa integridade corporal ser afetada", explica a psicóloga Lilia Pinto Martins, ela própria portadora de uma deficiência. "Ainda mais um corpo de mulher, tão cheio de significados ligados à idéia da maternidade. Como é que ela, feita para gerar, pode ter marcas que, à primeira vista, se opõem a essa concepção?"

Se é um fato que a deficiência pode acarretar limitações físicas, é certo também que não são essas limitações, em si mesmas, que fazem com que a pessoa deficiente seja estigmatizada pela sociedade. "No conjunto dos valores culturais que definem o indivíduo normal, estão incluídos padrões estéticos voltados para um corpo esculturalmente bem-formado. De certa forma, quem foge desses padrões agride a normalidade", diz o sociólogo João Batista Cintra Ribas, autor do livro "Quem são pessoas deficientes" (Ed. Brasiliense). Isso significa que a distância que separa a mulher deficiente de uma não deficiente é maior do que aquela que distingue a mulher comum de uma Bruna Lombardi.

Mas engana-se quem pensa que as mulheres deficientes estejam escondidas em casa, longe do mundo e dos homens. Cada vez mais elas estão indo à luta, mesmo que não seja fácil nem agradável expor-se a julgamentos e preconceitos. "Meu namorado contou que há muito tempo estava interessado em mim, mas temia abrir o jogo. Tinha medo de me magoar, caso estivesse enganado sobre seus sentimentos. Tinha medo de me machucar durante o ato sexual ou de eu não poder fazer amor, por causa da minha deficiência. E, por último, tinha medo de falhar na hora H, justamente por causa de tantos medos" .

"Não sou mais frágil do que a maioria das mulheres"

Felizmente para Márcia Regina, 28 anos, arquiteta, portadora de mielomeningocele (deficiência congênita também conhecida por espinha bífida, que causa limitação nos membros inferiores) e que usa cadeira de rodas, Fábio conseguiu convidá-la para um cinema. "Aos poucos, ele foi percebendo que não sou mais frágil do que a maioria das mulheres, tanto física como emocionalmente. Com carinho e diálogo, descobrimos a melhor maneira de fazer amor. Estamos juntos há três anos e pretendemos nos casar logo", diz.

Também se imagina que uma mulher deficiente seja incapaz de tomar conta de uma casa. Maria Lúcia, 45 anos, advogada, casada, paraplégica (lesão medular que impede o movimento das pernas), que usa cadeira de rodas, lembra que, quando ela e Roberto resolveram se casar, depois de dois anos de namoro, os sogros ficaram preocupados. "Mas como você vai cozinhar, lavar, passar? Vocês não vão ganhar o suficiente para as empregadas necessárias", disseram. Depois de oito anos de casamento e dois filhos, os temores se revelaram infundados. "Só tenho uma empregada, e isso porque trabalho fora", diz Maria Lúcia.

Embora a desinformação leve muitas pessoas a acreditar que mulheres deficientes não podem nem devem ser mães, a maioria delas - e aqui se incluem as portadoras de seqüelas de poliomielite e mesmo casos de lesão medular - é capaz tanto de sentir prazer como de gerar e ter filhos, inclusive através de parto normal. Em sua tese de mestrado intitulada "Reabilitação Sexual da Pessoa com Lesão Raquimedular", a dra. Isabel Loureiro Maior, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostra que as contrações uterinas são automáticas e persistem sem a conexão neurológica. Assim, paraplégicas e tetraplégicas têm contrações absolutamente normais, mesmo que não percebam a ação uterina. "Mas esse problema pode ser sanado pelo exame médico a partir da 32ª semana de gestação", esclarece.

Pensa-se ainda que deficientes terão, necessariamente, filhos portadores do mesmo tipo de deficiência, o que também não ocorre, exceto em alguns casos muito específicos. Leonor, 34 anos, cega desde o nascimento, lembra que seus pais nem se alegraram quando ela engravidou, tal o medo de que o neto tivesse problemas. "Tenho dois filhos saudáveis e alegres. O mais velho, de seis anos, já me ajuda a cuidar do menor de nove meses. Eles jamais foram vítimas de acidentes mais sérios do que os joelhos ralados de costume", afirma Leonor.

Repetição das mesmas atitudes de muitos séculos atrás

Cada vez que uma pessoa é preterida apenas, em razão do sua deficiência, desconsiderando-se sua personalidade e capacidade profissional, o que está ocorrendo, no fundo, é a repetição de atitudes ensinadas e aprendidas há milênios. Na Antiga Grécia, essas crianças eram vistas como seres sem alma e abandonadas para morrer. O Cristianismo considerou-as "um castigo mandado por Deus" e, portanto, dignas de pena. Mas mesmo quando a Medicina desmistificou esses conceitos, a deficiência continuou sendo encarada como uma desgraça a ser evitada, extirpada ou escondida.

Os meios de comunicação de massa e, antes deles, a literatura (vide corcunda de Notre Dame) sempre reforçaram essa idéia. Na televisão cinema e propaganda, veicula-se a concepção de que para ser amada e feliz é imprescindível que a pessoa seja jovem, bonita, e, obviamente, não tenha nenhuma deficiência física, sensorial ou mental. Só muito recentemente têm surgido histórias onde a heroína paralítica não precisa sair andando, nem o mocinho cego precisa voltar a enxergar para se ter um "final feliz". Filmes como Amargo Regresso, Uma Janela para o Céu, Gaby — Uma História Verdadeira pertencem a essa nova safra.

Mas a lição segundo a qual para ter direito ao amor e à felicidade é preciso não ser deficiente foi introjetada por milhares de pessoas, entre elas os próprios deficientes. "Fizemos amor. Ele foi gentil, carinhoso e até ardente. Disse mais de uma vez que me quer do jeito que sou. Fico pensando: não sou rica, logo ele não deve estar comigo pelo dinheiro. Não tenho poder, então também não deve ser pelo status. Certamente ele não está comigo por causa ao meu corpo escultural. Só posso concluir que gosta mesmo de mim. Às vezes, até finjo que acredito, mas, no fundo, duvido", reflete Rosa Maria, 45 anos, professora, tetraplégica (lesão medular que compromete os membros superiores e inferiores).

A questão da auto-estima e auto-imagem passa, necessariamente, por uma via de mão dupla. Se a mulher deficiente não vê a si mesma como atraente e capaz de ser amada, provavelmente nenhum homem reconhecerá nela essas qualidades. Mas se, por outro lado, nenhum homem jamais a tiver olhado como mulher, é quase certo que ela não se acreditará com os mesmos direitos das outras. "Somente quando me vi refletida nos olhos do meu primeiro namorado foi que tive a confirmação de que de fato era uma mulher e poderia ser amada, apesar da minha deficiência", diz Luciana, 42 anos, jornalista, casada portadora de seqüelas de pólio, que usa cadeira de rodas.

Interessante observar que os homens deficientes, também submetidos ao mesmo bombardeio publicitário para procurar uma mulher de corpo escultural, nem sempre fazem o papel desse espelho. "Quando ele, paraplégico e impotente, se achou no direito de criticar o meu corpo, eu vi que aquele relacionamento não ia nem começar", relata Helena, 30 anos, que teve sua perna direita amputada depois de um acidente "Conheço vários homens deficientes e fico impressionada com a sua arrogância. Ninguém menos que a Luíza Brunet serve para eles".

O que ocorre é que, aparentemente, para o homem portador de uma deficiência, é ainda mais importante que para um não deficiente ter uma mulher "tipo avião". Além de ascender socialmente, ele ameniza a carga de preconceitos que recai sobre si, como se quisesse provar: "Sou deficiente, mas sou potente."

É verdade que o mesmo raciocínio poderia ser aplicado à mulher deficiente que busca um companheiro de físico perfeito, mas vale lembrar que as mulheres, deficientes ou não, são ensinadas a valorizar mais outras qualidades no homem, como inteligência, honestidade, bom humor do que a mera aparência física.

Mas se não é agradável para uma pessoa ser rejeitada exclusivamente em razão da sua deficiência, o reverso da medalha, ou seja, ser escolhida por possuir um defeito, também pode ser aterrador. "Sempre pensei que ele estivesse comigo por amor", conta Júlia, 34 anos, publicitária, desquitada, portadora de seqüelas de poliomielite (também conhecida por pólio ou paralisia infantil, deficiência que pode comprometer membros inferiores e superiores, preservando a sensibilidade), que usa cadeira de rodas. "Mas um dia ele me disse que, embora preferisse as mulheres bonitas e não deficientes, achava que elas davam muita preocupação, porque viviam sendo paqueradas Assim, achava mais prático e seguro ter uma mulher como eu. Quando respondi que os homens também me paqueravam, ele disse que até podia ser, ‘pois neste mundo tinha louco pra tudo’. Depois disso, meu casamento acabou".

Não superestimar nem subestimar as dificuldades

Fazer de conta que a deficiência não existe é outra atitude que, longe de ajudar, pode atrapalhar. "Tenho um amigo que acha que todos somos, de certo modo, deficientes e, por isso, ele faz questão, segundo a visão dele, de me tratar igual a todo mundo", diz Sônia, 19 anos portadora de seqüelas de pólio e que anda com aparelhos. "Quando andamos juntos, não se preocupa em acompanhar o meu passo. Além de considerar isso uma falta de delicadeza, acho que no fundo ele não quer ser visto ao meu lado. Preferiria que ele não fosse tão ‘destituído’ de preconceito e respeitasse o meu ritmo."

Quando tratamos um deficiente como se ele não o fosse estamos desrespeitando suas limitações. Se não é justo superestimar suas dificuldades, também não é correto subestimá-las. Tratar igualmente os desiguais não significa necessariamente fazer justiça. A deficiência, em si, não é ruim nem boa — trata-se apenas de aprender o melhor modo de conviver com ela. Nesse aprendizado, ingredientes como acreditar em si mesmo, olhar o mundo de frente, ver as pessoas em sua dimensão verdadeira e ir à luta sem medo são absolutamente essenciais.



Obs.: Esta reportagem foi publicada pela revista Claudia, da Editora Abril, em junho de 1989.

terça-feira, 8 de março de 2011

"AS MULHERES SÃO FANTÁSTICAS" !

A mãe e o pai estavam assistindo televisao quando a mãe disse:
- Estou cansada e já é tarde,vou me deitar !!!
Foi a cozinha fazer os sanduiches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas vasilhas das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas de cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tijelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo.
Guardou umas peças de jogos que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar.
Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar.
Bocejou, espreguiçou-se e foi para o quarto.
Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira.
Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado, colocou ambos perto da carteira.
Nessa altura, o pai disse lá da sala?
- "Pensei que você tinha ido se deitar".
- Estou a caminho respondeu ela. Pôs água na tijela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas.
Passou pelo quarto de cada filho, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto.
Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos.
Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada.
A essa altura o pai desligou a televisão e disse:
-"Vou me deitar". E foi. Sem mais nada.

Notaram aqui alguma coisa de extraordinário?

Ainda perguntam porque é que as mulheres vivem mais...

E SÃO TÃO MARAVILHOSAS ?

PORQUE SÃO MAIS FORTES...

FEITAS PARA RESISTIR...

Compartilhe esta mensagem com as mulheres fantásticas que você conhece.

Elas vão amar!!!

E para os homens também: Pode ser que eles percebam alguma coisa...

"Existem muitos motivos para não se amar uma pessoa, mas apenas um para amá-la."

(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 7 de março de 2011

INFARTO FEMININO



"...Ela comentou que não se sentia bem... Lhe doíam as costas.... Foi deitar-se um pouco até que passasse.. Mais tarde, quando fui ver como ela estava, a encontrei sem respiração...
Não a puderam reviver..."

Comentou o marido ao médico já no Hospital.
Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, mas nunca imaginei nada como isto. Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência.. .

Sabias que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas 'dramáticos' que anunciam o infarto nos homens? Me refiro à dor intensa no peito, o suor frio e o desfalecimento (desmaio, perda de
consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes.
Para que saibam como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou
um ataque cardíaco nos vai contar sua história:


'Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22h30min, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com meu gato nos joelhos vendo novela.
Um pouco mais tarde, senti uma horrível sensação de indigestão, como quando -
estando com pressa - comemos um sanduíche, engolindo-o com um pouco de água.


Esta foi minha sensação inicial... O 'único problema' era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde às 17h00min...
Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara a coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta).
Logo, a pressão começou a avançar para o meu esterno (osso de onde nascem as costelas no peito). O processo continuou até que a pressão subiu à garganta e a sensação correu, então, até alcançar ambos os lados de meu queixo.
Tirei os pés do puff e tratei de ir até o telefone, mas caí no chão...
Me levantei me apoiando em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para
chamar a emergência. Lhes disse que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me
localizar rapidamente.
Segui suas instruções, me deitei no chão e, quase imediatamente, perdi os sentidos.

Acordei com o cardiologista me informando que havia introduzido um pequeno balão em minha artéria femural para instalar dois 'stents' que mantivessem aberta minha artéria coronária do lado direito.


Graças a minhas explicações precisas, os médicos já estavam esperando prontos para atender-me adequadamente quando cheguei ao hospital.

Dicas importantes:

1. Dizem que muito mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...
2. Notem que disse 'chamem os Paramédicos/Ambulância'. AMIGAS, o tempo é
importante, e as informações precisas também.


3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou 'nunca tiveram problemas cardíacos'...
Os ataques cardíacos são o resultado de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco.Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo
que correm igual risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.

CUT Paraíba inicia organização do Dia 8 de Março


A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) já iniciou a preparação para as comemorações da Semana da Mulher Trabalhadora. O objetivo da entidade é buscar construir o Dia 8 de Março, data que marca a Comemoração Internacional pelo Dia da Mulher, em conjunto com os movimentos feministas e sociais.
Segundo Luzenira Linhares, do Coletivo Estadual de Mulheres da CUT, historicamente, as mulheres CUTistas já têm trabalhado nos anos anteriores buscando esta construção coletiva com os diversos movimentos.

Luzenira explicou que a 1a reunião deste ano, realizada na última quarta-feira (dia 19), contou com as seguintes representações: Fórum de Mulheres da UFPB, Rede de Mulheres em Articulação da Paraíba, Fórum Estadual de Mulheres e Marcha Mundial das Mulheres.
“Foi feito um breve debate sobre os eixos gerais orientados nacionalmente, que são: ‘Pelo Fim da Violência Contra a Mulher’; ‘Igualdade no Trabalho: mulheres em todas as profissões e em todos os cargos!’  ‘Creches Públicas e valorização do Salário Mínimo”, destacou a sindicalista.
Segundo ela, ficou definida que a comissão organizadora seria formada pelas representações presentes na reunião. O próximo encontro ficou marcado para o dia 04 de fevereiro, na sede da CUT, no Centro, em João Pessoa.
“E que até lá cada organização construirá nos seus coletivos as propostas para serem aprofundadas na próxima reunião, como também iniciaria um trabalho de mobilização nas suas respectivas bases objetivando envolver o maior número de mulheres nas atividades alusivas que provavelmente serão na semana seguinte ao dia 08 de Março”, explicou Luzenira. 

Da Ascom da Cut

A data não vai passar em branco, mas será comemorada nos dias 16 e 17 de março

Carnaval adia programações sobre o Dia Internacional da Mulher

Postado por Janaine Aires em Noticia , dia 28/02/2011 às 10:47h
Fonte: Da redação
O dia 8 de março é um dia de comemorações para as mulheres e, mais do que isto, é um tempo de reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. Este ano, a data coincidiu com as festividades do carnaval. Por isso, as atividades foram adiadas para os dias 16 e 17 de março. Contudo, o 8 de março não vai passar em branco. Os movimentos feministas também participarão dos blocos carnavalescos com a distribuição de panfletos, faixas e camisetas especiais.
A mudança na data foi feita para que as comemorações não percam visibilidade. Este ano, a temática será “Violência contra mulher, tolerância nenhuma”. Irene Marinheiro, Coordenadora Geral do Centro 8 de março, adianta que no dia 16 de março será realizado um ato público, cuja concentração acontecerá na Lagoa. São esperadas aproximadamente 150 mulheres para uma caminhada que culminará na entrega de um documento ao Governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB).
O documento demonstrará a insatisfação dos movimentos feministas com as mudanças da Secretaria de Políticas para Mulheres. A medida provisória número 160/2011, assinada pelo governador, soma à Secretaria de Políticas para Mulheres a temática da Diversidade Humana, o que gera descontentamento nos setores de representação femininos. “A diversidade humana é muito ampla. Para nós, a secretaria não vai atender as demandas de mulheres”, explica Irene.
No dia 17, estão agendadas mais atividades. Pela manhã, no auditório do Sintep, o movimento está organizando uma palestra para discutir as Políticas Públicas para mulheres. Já no turno da tarde, acontecerá a entrega do diploma Edinalva Bezerra. As atividades são organizadas pelos movimentos de mulheres: o Centro 8 de março, a Cunhã, o Fórum de Mulheres, as secretarias de mulheres dos sindicatos e pela CUT.
História de Luta
Em todo o planeta, a data ganhou significado especial depois do episódio de crueldade que ceifou a vida de operárias de uma fábrica de tecidos, na cidade de Nova Iorque. As operárias ocuparam a fábrica para reivindicar melhores condições de trabalho (redução da carga horária de 16h para 10h e equiparação de salário e tratamento), quando foram trancadas e incendiadas. A violência da repressão vitimou 130 tecelãs norte americanas. Na Paraíba, o movimento feminista permanece na luta contra a violência e pela preservação de direitos. E já se organiza para demonstrar repúdio à veiculação de mensagens que desqualificam conquistas, como a Lei Maria da Penha, que vem sendo apelidada de “Lei Maria da Peia” e mesmo como a “Lei Maria Rapariga”. “A Lei Maria da Penha incomoda e demonstra que o sentimento de posse do homem pela mulher ainda existe. Precisamos dar prosseguimento às lutas”, disse Isabela Candeia, articuladora do Centro 8 de março.

Universidades Federais vão formar 6.700 pessoas em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça


Curso gratuito será ministrado em 18 universidades federais das cinco regiões do País e atenderá pessoas de nível médio e superior.
Formar 6.700 gestores e gestoras para a condução das políticas públicas de gênero e raça. Esse é um dos objetivos do curso gratuito de formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça que será desenvolvido por 18 universidades federais das cinco regiões do país para pessoas de nível médio e superior.
A iniciativa é resultado da parceria entre Ministério da Educação, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher - UNIFEM Brasil e Cone Sul, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA e Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - CLAM/UERJ.
O curso utiliza a plataforma da Universidade Aberta do Brasil, composto por um sistema integrado de universidades públicas através da metodologia da educação à distância com uso de ferramentas de aprendizagem e conteúdo ministrados pela internet. Estão programados de dois a três encontros presenciais.
A formação em gestão de políticas de gênero e raça é uma oportunidade para instrumentalizar gestores, interessados a ingressar na carreira de administração pública ou lideranças de ONGs para intervenção no processo de concepção, elaboração, implementação, monitoramento e avaliação dos programas e ações de forma a assegurar a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça nas políticas públicas.
O público-alvo é formado por servidoras e servidores dos três níveis da administração pública, integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Educação, gestores e gestoras das áreas de educação, saúde, trabalho, segurança e planejamento e dirigentes de organismos não governamentais ligados à temática de gênero e da igualdade etnicorracial.
Formas de participação e conteúdoSão duas as modalidades de participação: Aperfeiçoamento, com carga horária total de 300 horas, para profissionais de nível médio; e de Especialização, com carga total de 380 horas, para profissionais de nível superior. Para a modalidade Especialização, ao final do curso, deverá ser apresentado um trabalho de conclusão de curso (TCC).
Os conteúdos estão divididos em seis módulos: Políticas Públicas e Promoção da Igualdade, Políticas Públicas e Gênero, Políticas Públicas e Raça, Estado e Sociedade e Gestão Pública. A coordenação e a definição de conteúdos são compartilhadas por pesquisadores e pesquisadoras de gênero e raça, entre os quais estão ativistas de mulheres, feministas e movimentos negro e de mulheres negras.
Inscrições As universidades federais de Minas Gerais e do Pará foram as duas primeiras instituições que abriram as inscrições, em 2010. Na UFMG, foram disponibilizadas 500 na Universidade Federal do Pará, 300 vagas.  O cronograma de cursos das demais instituições deverá ser consultado no site das universidades.
Os cursos de Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça serão iniciados em 2011 nas seguintes instituições de ensino superior: UNEB, UFPI, UFSM, UFPB, UFMA, UFS e UFPE .
I.Critérios de Inscrição e Seleção de Cursista 1. Aperfeiçoamento/Extensão GPP-GER (300h)
 Pré-Requisito : Conclusão do Ensino Médio.

2. Especialização GPP-GER (360h)
Pré-Requisito : Conclusão do curso superior em qualquer área do conhecimento.

II. Critérios de preenchimento das vagas
 
1) Os inscritos deverão comprovar efetivo exercício na Administração Pública Federal, Estadual ou Municipal, ou no Terceiro Setor na área de políticas públicas, programas e ações voltadas para gênero e raça, preferencialmente, nas áreas de planejamento, orçamento, gestão, elaboração, monitoramento e avaliação. O candidato deverá comprovar também que é membro dirigente de Conselhos da Mulher, Conselhos de Educação, dos Fóruns de Promoção da Igualdade Racial ou dirigente de organização da sociedade civil.
 2) As vagas deverão ser preenchidas conforme os seguintes percentuais: 30% para gestores dos três níveis da Administração Pública, 20% para os integrantes de Conselhos da Mulher, 20% para os integrantes dos Conselhos de Educação, 20% para os integrantes de Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial e 10% para os dirigentes de organizações da sociedade civil.
 3) Os critérios de cor/raça e sexo deverão ser considerados proporcionalmente na seleção dos cursistas em cada segmento proposto.

Fonte: ONU Mulheres/SPM/MEC e SEPPIR

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O II SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE EXCLUSÃO, INCLUSÃO E DIVERSIDADE NA EDUCAÇÃO -UFPB

O II SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE EXCLUSÃO, INCLUSÃO E DIVERSIDADE NA EDUCAÇÃO acontecerá entre 22 a 25 de março de 2011, e mais uma vez trará à capital paraibana, os principais nomes da área para debater a questão da inclusão social, como premissa para que possamos construir um país mais humano, democrático e solidário. Sem dúvida alguma, as experiências e pesquisas do Brasil e de outras partes do mundo contribuirão para que possamos vislumbrar alternativas de superação da condição de exclusão em que vive boa parte da população mundial.