sábado, 19 de março de 2011

Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016



Selecionada como uma das sedes do futebol nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Brasília quer mais. A capital pleiteia agora ser uma das cidades que receberão as delegações estrangeiras para aclimatação e treinamento na Olimpíada e na Paraolimpíada de 2016. Só que terá que construir e reformar diversos pontos para entrar nos padrões estabelecidos pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC). Quem faz o alerta é o diretor-geral dos Jogos Rio-2016, Leonardo Gryner.
Gustavo Moreno/CB/D.A Press
Acessibilidade no transporte público é fundamental para Brasília ser escolhida pelo Comitê Paraolímpico Internacional


“Temos um processo de seleção em andamento até o próximo dia 5, quando faremos um seminário com as cidades pré-selecionadas para explicar quais são os requerimentos que elas deverão atender. Vamos trabalhar muito duro, como se todos os dias já fossem o da cerimônia de abertura”, avisa Gryner. Entre as possíveis adaptações estão a instalação de sinais sonoros, rampas de acesso ao meio-fio, escadas rolantes e elevadores públicos, além de calçadas padronizadas e transporte público com acessibilidade.

Segundo Gryner, o desejo do comitê organizador dos Jogos é sensibilizar a sociedade para que as mudanças na acessibilidade não sejam temporárias. “As pessoas devem ampliar o conceito de que acessibilidade não é só para pessoas deficientes. A sociedade brasileira precisa se conscientizar de que diferentes grupos têm necessidades especiais, como crianças, idosos, grávidas ou pessoas que se machucaram e precisam usar muleta ou cadeira de rodas temporariamente. Queremos deixar isso como legado.”

Apostando em Brasília como cidade-modelo para o esporte adaptado, a Secretaria de Esportes diz que criou três metas para os próximos anos. “Queremos ter uma seleção de atletas de Brasília nas Paraolimpíadas e estabelecemos o alto rendimento como objetivo. Já começamos a fazer um trabalho voltado aos deficientes nas Vilas Olímpicas e faremos todas as adaptações necessárias nos locais que servirão de centro de treinamento para as delegações de outros países”, garante o secretário da pasta, Célio René. A Secretaria promete divulgar os locais inscritos para receber as seleções estrangeiras no início da próxima semana.

Cidade-modelo

A pedido do governador do DF, Agnelo Queiroz, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) criou um plano de desenvolvimento do esporte paraolímpico na cidade. Sem data para implementação ou valor do investimento, o presidente do CPB, Andrew Parsons, revela três iniciativas que permitirão que ele se torne realidade ainda neste ano. “Os projetos principais do plano são: a criação do Centro de Treinamento de Atletismo (aproveitando a estrutura já existente, mas fazendo melhorias e contratando pessoal), do Centro de Excelência em Cadeira de Rodas e do Time Brasília (com atletas de alto rendimento)”, afirma.De olho na experiência militarLeonardo Gryner destaca que o momento ainda é de organização e planejamento dos Jogos de 2016. Somente a partir de 2013 serão incorporadas as equipes operacionais. Até lá, o Brasil se dedica a aprender com a experiência de outros países que sediaram as Olimpíadas e as Paraolimpíadas e terá a oportunidade de ver de perto a realização dos Jogos Mundiais Militares, em julho, no Rio de Janeiro.

“Iremos acompanhar determinadas questões como transporte, credenciamento, atendimento aos atletas, e, sobretudo, as vilas olímpicas e as instalações que receberão as competições”, avisa Gynger, destacando que a vila construída em Deodoro será utilizada nos Jogos de 2016. “É muito importante ver como estão funcionando os locais de competição e que tipo de adaptação precisaremos fazer depois dos Jogos Militares para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.”

Estatísticas e curiosidades


Faltam 1.999 dias para a realização da primeira Paraolimpíada no Brasil. De acordo com o CPB, a meta é de que o país fique entre os cinco primeiros lugares no quadro geral de medalhas nos Jogos Rio-2016.


Fonte: superesportes

Mulheres deficientes querem o direito de serem mães


Namorar, casar e ter filhos não é uma realidade impossível para uma pessoa portadora de deficiência, todos têm esse direito.
Essa foi a tônica do Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência, realizado nesta semana em Brasília, que discutiu a maternidade e a vida sexual entre os portadores de deficiências.
O objetivo do encontro foi o de fortalecer e conscientizar a sociedade de que a deficiência não é um problema.
Sexualidade sem deficiência
De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, qualquer pessoa tem direito à vida e à liberdade de escolha. Para a diretora de Políticas de Educação Especial do Ministério da Educação, Martinha Clarete Dutra dos Santos, que tem deficiência visual, a sociedade acredita que o deficiente não é capaz de ter vida sexual ativa, que a mulher portadora de deficiência não pode ser mãe ou que um tetraplégico não pode ser pai.
"A falta de informação faz com que a sociedade não entenda que nós não somos deficientes e sim diferentes. Ações como essa são importantes, pois o governo precisa pensar em políticas públicas que possa contribuir para o desenvolvimento dos portadores de deficiência no Brasil", afirmou Martinha Santos.
Direito à maternidade
Naira Rodrigues, fonoaudióloga, perdeu a visão completamente após a sua primeira gravidez aos 28 anos. "Os médicos me alertaram que a doença que eu tinha podia se agravar com a gravidez, mas a minha vontade de ser mãe era tanta que não me importei em perder a visão de vez, tanto que tive o segundo. Sinto-me realizada como mulher e eu e os meus filhos vivemos felizes enfrentando muitas barreiras, mas unidos", ressaltou.
Naira critica a forma como a mídia trata o assunto, que determina como a sociedade vê a mulher portadora de deficiência na maternidade. "A mídia distorce um pouco a doença e usa um sentimentalismo barato. Tive a experiência de fazer parte de uma matéria onde me trataram como coitadinha, incapaz. Ao invés de mostrar que sou mãe de dois filhos, trabalho, dou aula, enfim, mostrar que sou capaz, me colocaram como uma pessoa incapaz de fazer isso", afirmou.
Fonte:.diariodasaude

Mulher com Deficiência


As mulheres com deficiência são duplamente discriminadas. Porque são mulheres e porque são pessoas com deficiência. Sofrem em silêncio, privadas da sua identidade, um esquecimento total da sociedade. Poucas ou nenhumas referências lhe são dedicadas, mesmo no dia em que se comemora a sua condição de mulher.
Apelidadas de cidadãos invisíveis, as pessoas com deficiência situam-se entre os estratos mais pobres da sociedade. E se é certo que é difícil para os homens com deficiência viver numa sociedade viver numa sociedade que ignora os seus mais elementares direitos humanos, para as mulheres com deficiência a situação é intolerável.
Num estudo efectuado pela Disabled Peoples' International sobre a violência que é exercida sobre as mulheres com deficiência intitulado "A violência significa a morte da alma" é referido: "Ser uma mulher com deficiência tem um significado particular. Significa enfrentar contínua discriminação, violações dos direitos humanos e exclusão do meio. As violações físicas e psicológicas, sofridas e raramento expressas, forçam as mulheres com deficiência a isolarem-se em si mesmas, não se reconhecendo nunca mais como indivíduos".
Privadas do acesso à educação, ao emprego, à sexualidade e à maternidade tornam-se vítimas silenciosas de todo o tipo de abusos, que começa muitas vezes no seio da família para se alargar depois às instituições.
É urgente que as organizações de direitos humanos e as organizações de mulheres comecem a inscrever nos seus programas e reivindicações as questões das mulheres com deficiência. Tornar visíveis as cidadãs invisíveis, dar a conhecer as terríveis situações de isolamento e solidão em que vivem milhares de crianças, jovens e mulheres no nosso País. Para que cada um de nós exija o respeito pelos seus direitos humanos e ninguém possa um dia dizer: desculpe, mas não sabia.

Lisboa, 8 de Março de 2002

Fonte:
pcd.pt

domingo, 13 de março de 2011

Monteiro-PB terá curso de Prevenção de Deficiências

Será realizado em Monteiro um curso de Prevenção de Deficiências, ministrado pela APAE, cujo público alvo é formado por agentes comunitários de saúde e professores da educação inclusiva, profissionais do CAPS e CREAS.

Conforme informações da secretária de Saúde Adalgisa Gadelha, em Monteiro o Curso de Prevenção de Deficiências acontecerá no período: 28 à 31 de março de 2011. Na abertura do evento, na segunda-feira (28) às 16 horas, haverá Mesa Redonda sobre Política Nacional da Pessoa com Deficiência, Desafios e Perspectivas, tendo como palestrante: Simone Jordão Almeida, presidente da FUNAD e haverá apresentação do Grupo de Dança do NVA - FUNAD

O curso tem como objetivo capacitar os Agentes Comunitários de Saúde nas Ações de Prevenção, Identificação das Deficiências e encaminhamentos para os serviços especializados, bem como, informar sobre a política de interiorização voltada para a Pessoa com Deficiência nas áreas de Saúde, Educação, Trabalho e Ação Social.

A seguir, será cumprida a seguinte Programação:

Dia 29/03/2011 – Terça-feira

09:40 h – A Importância do Agente Comunitário de Saúde. Palestrante: Petronila Maria Queiroga de Oliveira. (COPREDI/FUNAD)

10:40 h – Saúde e Deficiência – Prevenindo com Qualidade de Vida. Palestrante: Maria de Fátima O. de Souza (COPREDI/FUNAD). Oficina: Petronila Maria Queiroga de Oliveira (COPREDI/FUNAD)

13:30 h – Prevenção das Deficiências -

Conceitos, Causas, Conseqüências e Relacionamento. Palestrante: Marly Lacerda Di Pace (COPREDI/FUNAD) (Oficina: Maria de Fátima O. de Souza (COPREDI/FUNAD)

Dia 30/03/2011 – Quarta-feira

08:00 h – Deficiência Mental - Conceitos, Causas, Desenvolvimento e Relacionamento

Palestrante: Petronila Maria Queiroga de Oliveira (COPREDI/FUNAD). Oficina: M.ª de Fátima O. de Souza (COPREDI/FUNAD)

13:30 h – Deficiência Visual - Conceitos, Causas, Desenvolvimento e Relacionamento

Palestrante: Maria de Fátima O. de Souza (COPREDI/FUNAD); Oficina: Petronila Maria Queiroga de Oliveira (COPREDI/FUNAD)

Dia 31/03/2011 – Quinta-feira

08:00 h – Deficiência Auditiva - Conceitos, Causas, Desenvolvimento e Relacionamento. Palestrante: Maria de Fátima O. De Sousa (COPREDI/FUNAD). Oficina: Petronila Maria Queiroga de Oliveira (COPREDI/FUNAD)

13:30h – Deficiência Física - Conceitos, Causas, Desenvolvimento e Relacionamento

Palestrante: Maria de Fátima de Oliveira de Souza (Enfermeira). Oficina: Petronila Maria Queiroga de Oliveira (COPREDI/FUNAD)

Assessoria

16: 30h – Sexualidade e Deficiência. Palestrante: Maria de Fátima O. de Souza (COPREDI/FUNAD). Oficina: Marly Lacerda Di Pace (COPREDI/FUNAD)

17:00h – Avaliação

17:30h: Encerramento


O Brasil nos Jogos Paraolímpicos

Rio-2016
. A cidade do Rio de Janeiro conquistou o direito de sediar as Olimpíadas e as Paraolimpíadas de 2016. Pela primeira vez na história, os dois maiores eventos esportivos do mundo serão realizados em um país da América do sul.
. Os Jogos Paraolímpicos Rio 2016 terão início no dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, permitindo que todos os brasileiros possam acompanhar a Cerimônia de Abertura dos Jogos durante o feriado nacional.
. A Vila Paraolímpica, na Barra da Tijuca, será aberta aos atletas no dia 31 de agosto de 2016.
. A Cerimônia de Encerramento dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016 será no dia 18 de setembro.
. O Estádio do Maracanã será o palco para as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016.
. Os Jogos Paraolímpicos Rio 2016 aproveitarão a experiência da cidade em ter sediado os Jogos Parapan-americanos Rio 2007, que foram considerados pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) e pelo Comitê Paraolímpico das Américas (APC) como ?os melhores da história?.
. Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 serão realizados de forma integrada. Ambos os eventos estão sendo planejados e serão operados pelo mesmo Comitê Organizador, garantindo o mesmo nível de comprometimento.
. Os atletas paraolímpicos utilizarão as mesmas instalações que estão sendo preparadas para as Olimpíadas Rio 2016.
. O Plano Mestre para os Jogos Paraolímpicos Rio 2016 é bastante compacto e prevê a realização de todos os esportes dentro dos limites da cidade do Rio de Janeiro. As instalações ficarão localizadas em quatro Zonas ao redor da cidade ? Barra da Tijuca, Copacabana, Deodoro e Maracanã.
. O coração dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016 será a Barra da Tijuca, que vai sediar 13 esportes além do Hotel da Família Paraolímpica, a Vila Paraolímpica e o Centro de Mídia.
Fonte: site do paraolimpiadas/rio-2016

Oração das mulheres

Mãe,
Aqui, agora e a sós
Quero lhe pedir por todas nós
Por aquelas que foram escolhidas
Para dar a vida
Mulheres de todas as espécies
De todos os credos, raças e nacionalidades ;

Todas aquelas nas quais a vida
Está envolvida em sorrisos, lágrimas,
tristezas e felicidades
Aquelas que sofrem por filhos
que geraram e perderam
As que trabalham o dia inteiro
Em casa ou em qualquer emprego;

Quero pedir pelas mães
Que penam por seus filhos doentes
Quero pedir pelas meninas carentes
E pelas que ainda estão dentro de um ventre;

Pelas adolescentes inexperientes
Pelas velhinhas esquecidas em asilos
Sem abrigo, sem família, carinho e amigos
Peço também pelas mulheres enfermas
Que em algum hospital
aguardam pela sua hora fatal;

Quero pedir pelas mulheres ricas
Aquelas que apesar da fortuna
Vivem aflitas e na amargura
Peço por almas femininas mesquinhas,
pequenas e sozinhas
Por mulheres guerreiras a vida inteira
Pelas que não têm como dar a seus filhos
o pão e a educação;

Peço pelas mulheres deficientes
Pelas inconseqüentes
Rogo pelas condenadas,
aquelas que vivem enclausuradas
Por todas que foram obrigadas
a crescer antes do tempo
Que foram jogadas na lavoura
Ou em alguma cama devastadora;

Rogo pelas que mendigando nas ruas
Sobrevivem apesar dessa tortura
Pelas revoltadas,
as excluídas e as sexualmente reprimidas;

Peço pela mulher dominadora e pela traidora
Peço por aquela que sucumbiu sonhos dentro de si
Por todas que eu já conheci
Peço por mulheres solitárias e pelas ordinárias
As mulheres de vida difícil
e que fazem disso um ofício
E pelas que se tornaram voluntárias
por serem solidárias;

Rogo por aquelas que vivem acompanhadas
Embora tristes e amarguradas
E por todas que foram abandonadas
As que tiveram que continuar sozinhas
Sem um parceiro, um amigo, um ombro querido;

Peço pelas amigas
Pelas companheiras
Pelas inimigas
Pelas irmãs e pelas freiras
Suplico por aquelas que perderam a fé
Que se distanciaram da esperança
Quero pedir por todas que clamam por vingança
E com isso se perdem em sua inútil andança;

Rogo pelas que correm atrás de justiça
Que a boa vontade dos homens as assista
Peço pelas que lutam por causas perdidas
Pelas escritoras e as doutoras
Pelas artistas e professoras
Pelas governantes e pelas menos importantes
Suplico pelas fêmeas
que são obrigadas a esconder seus rostos
E amputadas do prazer vivem no desgosto;

Quero pedir também pelas ignorantes
E por todas que no momento estão gestantes
Por aquela mulher triste dentro do coração
Que vive com a alma mergulhada na solidão
Por aquela que busca um amor verdadeiro
Para se entregar de corpo inteiro
E peço pela que perdeu a emoção
Aquela que não tem mais paz dentro do coração
E rogo, imploro, por aquela que ama
E que não correspondida, vive uma vida sofrida
Aquela que perdeu o seu amor
E por isso, sua alma se fechou
Por todas que a droga destruiu
Por tantas que o vício denegriu
Suplico por aquela que foi traída
Por várias que são humilhadas
E pelas que foram contaminadas;

Mãe,
quero pedir por todas nós
Que somos o sorriso e a voz
Que temos o sentimento mais profundo
Porque fomos escolhidas tanto quanto você
Para gerar e, apesar de qualquer coisa,
Amar...
Independente de quem forem nossos filhos
Feios ou bonitos
Amáveis ou rebeldes
Perfeitos ou deficientes
Tristes ou contentes

Mãe,
ajuda-nos a continuar nessa batalha
Nessa guerra diária
Nessa luta sem fim
Ajuda-nos a ser feliz como a gente sempre quis
Dai-nos coragem para continuar
Dai-nos saúde para ao menos tentar
Resignação para tudo aceitar
Dai-nos força para suportar nossas amarguras
E apesar de tudo
continuarmos a ser sinônimo de ternura;

Perdoa-nos por nossos erros
E por nossos insistentes apelos
Perdoa-nos também por nossas revoltas
Nossas lágrimas e nossas derrotas
E não nos deixe nunca mãe, perdermos a fé
E sempre que puder
Peça por nós ao Pai
E lembre-lhe que quando ele criou EVA
Não deixou com ela nenhum mapa de orientação
Nenhum manual com indicação
Nenhuma seta indicando o caminho correto
Nenhuma instrução de como viver
De como, a despeito de tudo vencer
E mesmo assim.....conseguimos aprender.
Amém!

DEDICADO A VOCÊ MULHER, PORQUE SER MULHER...
É SEMPRE SER VENCEDORA!!!!

Não deixe de ler!